Venho partilhar convosco este meu trabalho – LAGOS, Património e Vida – com o terceiro livro " Século XV - Lagos Henriquina e pós-Henriquina" que foi iniciado a 02 de Novembro de 2009 e concluído a 10 de Agosto de 2010 que gostaria muito de vê-lo publicado em livro.
LAGOS – PATRIMÓNIO E VIDA
Livro III – Século XV - Lagos Henriquina e pós-Henriquina
CAP II – A Segunda Dinastia e a Ínclita Geração
Foi em Lisboa que a revolta deflagrou. Os grandes burgueses e alguns nobres decidiram a morte do conde de Andeiro e escolheram D. João, mestre da Ordem de Avis, para chefiar essa missão que ele cumpriu.
De seguida, D. João organizou um Conselho de Governo com legistas e mercadores e criou a Casa dos Vinte e Quatro – Conselho Revolucionário constituído por dois representantes de cada um dos doze mesteres mais importantes que funcionava na Câmara de Lisboa e cuja aprovação era necessária para tudo o que se relacionasse com o governo da(s) cidade(s).
Entretanto, o rei de Castela invade o país para ser aceite como rei de Portugal, em finais de Maio de 1384. Foi derrotado por D. João com D. Nuno Álvares Pereira e regressou a Castela. D. João estabelece-se no Porto.
Em Abril de 1385, reuniram-se as Cortes em Coimbra. D. João foi aclamado Rei de Portugal e ficou decidido que o Conselho do Rei seria formado por dois representantes de cada um dos grupos sociais: clero, nobreza, letrados e cidadãos.
O rei de Castela volta a invadir Portugal e a 14 de Agosto de 1385 dá-se o recontro de ambos os exércitos e as forças portuguesas vencem mais esta batalha que tem consequências políticas definitivas, apesar de a paz entre os dois países só ter sido assinada em 1411.
João I doa quase meio país a D. Nuno Álvares Pereira em agradecimento por tão valoroso auxílio e D. Nuno Álvares Pereira quis entregar uma parte do que recebera aos que mais o tinham ajudado, fazendo-os seus vassalos. D. João I não o permitiu e fez recolher ao património da coroa as terras doadas. Depois, em 1401, casou o seu filho bastardo e depois legitimado, D. Afonso (c.1370-1461), 8.0 Conde de Barcelos, com D. Beatriz, filha legítima única de D. Nuno Álvares Pereira, mas com muitos filhos bastardos.
D. João I nasceu em Lisboa no dia 11 de Abril de 1357 e é rei de Portugal de 06 de Maio de 1385 a 14 de Agosto de 1433. É filho do rei D. Pedro I e da dama galega, D. Teresa Lourenço. Em 1364, tornou-se Mestre da Ordem de Avis.
Leonor Teles, esposa do rei D. Fernando, vendo nele um perigo para a sua hegemonia junto de D. Fernando, meio-irmão de D. João, tenta em vão destruí-lo, tramando a sua condenação à morte sem êxito.
Após a morte de D. Fernando, D. João acaba por aceitar a chefia do movimento popular em Lisboa. Preparou a conspiração que levou à morte do Conde Andeiro (06.11.1383) e em 23 de Dezembro de 1383 aceitou o título de Defensor e Regedor do Reino.
Em 06 de Abril de 1385, as Cortes de Coimbra designaram-no Rei de Portugal, criando assim a segunda dinastia portuguesa e em 14 de Agosto de 1385, alcançou a vitória decisiva sobre o rei de Castela na batalha de Aljubarrota com a ajuda de D. Nuno Álvares Pereira.
Em 1386, pelo Tratado de Windsor, firmou a aliança com a Inglaterra que tinha começado a ser negociada no tempo do rei D. Fernando (1372) e no dia 02 de Fevereiro de 1387, casou com D. Filipa de Lancashire, neta do rei Edward III de Inglaterra e irmã do rei Henry IV da Inglaterra.
Antes do seu casamento, D. João, Mestre de Avis, tinha gerado dois filhos: D. Afonso e D. Beatriz. Ele seria legitimado em 1401 e feito 8º Conde de Barcelos e primeiro duque de Bragança e ela Condessa de Arundel. D. Afonso fez-se sempre de grande senhor, marcado com o estigma da intriga e do ódio fraticida à Ínclita Geração, da qual nunca fez parte por razões de realeza.
Em 1401, D. João I casou o seu filho bastardo e legitimado, D. Afonso (c.1370-1461), 8º Conde de Barcelos, com D. Beatriz, filha única de D. Nuno Álvares Pereira. Em 1442, D. Afonso viria a ser o primeiro Duque de Bragança.
Entretanto, D. João I iniciara a construção do Mosteiro de Santa Maria da Vitória, mais conhecido por Mosteiro da Batalha, em agradecimento a Nossa Senhora pela vitória alcançada em Aljubarrota.
A partir de 1412, associou D. Duarte ao governo do país e em 1415, comandou a expedição a Ceuta, primeira dirigida ao Norte de África, partindo de LAGOS na expedição e iniciando assim a expansão ultramarina portuguesa. Na conquista marroquina, participaram activamente os seus filhos D. Duarte, D. Pedro e D. Henrique.
Em 1430, já no fim da sua vida, vê a sua filha D. Isabel, rainha do trono da Borgonha, na altura um dos mais importantes tronos da Europa.
Escreveu o Livro da Montaria, que é uma das mais valiosas obras literárias portuguesas do século XV. Nele revela não só a sua cultura profana e eclesiástica, mas também o seu interesse por diversos desportos e divertimentos, incluindo a dança, a música e o xadrez.
D. Filipa de Lancashire nasceu na Inglaterra em 1359, filha dos duques de Lancashire e neta do rei Edward III de Inglaterra e irmã de Henry IV de Inglaterra.
Casou com D. João I no dia 02 de Fevereiro de 1387 na Sé do Porto com 27 anos de idade. O seu casamento contribuiu para a consolidação da Aliança Portuguesa com a Inglaterra, estabelecida em 1372 e confirmada com novas cláusulas em 1373.
Do casamento nasceram:
Em 1388, em Lisboa, D. Branca, nome da avó materna e morre em Lisboa, em 1390.
Em 1390, em Santarém, nasce D. Afonso, talvez para melhor vincular a nova dinastia à linha mais saliente da anterior e morre em Braga, em 1401.
Em 1391, em Viseu, nasce D. Duarte, nome do avô materno e morre em Tomar, em 1438.
Em 1392, em Lisboa, nasce D. Pedro e morre em Alfarrobeira, em 1449.
Em 1394, no Porto, nasce D. Henrique e morre na Raposeira, em 1460.
Em 1397, em Évora, nasce D. Isabel e morre em Borgonha, em 1471.
Em 1400, em Santarém, nasce D. João e morre em Alcácer do Sal, em 1442.
Em 1402, em Santarém, nasce D. Fernando e morre em Fez, Marrocos, em 1443.
Filipa promoveu o estreitamento das relações com a Inglaterra, foi prudente conselheira do seu marido, contribuiu para a fidelidade de Portugal ao Papa e acompanhou com entusiasmo a preparação da conquista de Ceuta. Introduziu na Corte Portuguesa novos costumes e hábitos de cultura.
João e D. Filipa foram um casal real de invulgar dignidade e capacidade; são pessoas, cujo amor irradiante naturalmente gera amor. Foi na própria Geração de Altos Infantes que nasceu a consciência de que entre todos eles estavam forjados vínculos afectivos que era suave conservar, recordar à distância e obrigatório defender. D. Duarte dá testemunho desse afecto aos irmãos da esposa, os Infantes de Aragão e em todas as suas análises se adivinha a presença discreta e determinante da mãe que todos perderam antes dos 20 anos de idade.
D. Filipa adoeceu gravemente com a peste nas vésperas da partida da expedição para Ceuta, fez a entrega das espadas aos seus três filhos mais velhos e morreu no dia 19 de Julho de 1415 em Loures, Odivelas. Na hora da morte, D. Filipa pede aos filhos «Acima de tudo, UNIDADE e AMIZADE».
mailto:eu.maria.figueiras@gmail.com
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
sábado, 18 de setembro de 2010
Livro III - Século XV - Lagos Henriquina e pós-Henriquina (I)
Tenho dois livros já escritos, durante este ano de 2010, desta colecção LAGOS – PATRIMÓNIO E VIDA: Livro I – A História de Lagos até ao século XIV; Livro III – Século XV - Lagos Henriquina e pós-Henriquina apenas divulgados em portais; entretanto espero que me seja dada a oportunidade de publicar em livro estes meus trabalhos. O mês de Novembro já está muito próximo; por isso, neste portal, começo por divulgar o Livro III – Século XV - Lagos Henriquina e pós-Henriquina.
Livro III – Século XV - Lagos Henriquina e pós-Henriquina (I)
Prefácio
Durante este ano, 2010, festejam-se em Lagos e acredito que no resto do país, os 550 anos passados sobre o falecimento do Príncipe Infante D. Henrique.
Este trabalho da colecção LAGOS – Património e Vida tem por objectivo passar a escrito o que foi a vida e a obra do Infante D. Henrique que está toda ela muito relacionada com a cidade de LAGOS.
CAP I - Como surgiu a nobreza?
A nobreza surge na História de Portugal quando os visigodos passam a governar, após a derrocada do império romano na Península Ibérica nos séculos VI, VII.
O senhor da vila, na época romana, era um homem rico que vivia na urbe e se fazia representar na vila por um feitor que levava uma vida melhor do que os homens que trabalhavam para ele, mas que tinha com eles muitas semelhanças: era da mesma raça, falava a mesma língua, tinha os mesmos gostos e os mesmos hábitos. Após as invasões bárbaras, as terras foram divididas pelos vencedores com as gentes que nelas habitavam. Agora o proprietário era visigodo, portanto estrangeiro, desempenhava uma função superior às dos naturais porque era o vencedor contra os inimigos de ambos os povos. Só ele passou a ter deveres militares e só ele podia usar armas. O visigodo não recebia educação literária, só das armas, por tradição e assim a classe eclesiástica passa a ser a detentora do saber e da erudição, conservando a cultura dos antigos.
Leovigildo, rei visigodo, estabeleceu uma nova rede de poderes com os visigodos, a nobreza, reabilitando as antigas províncias romanas à frente das quais foram colocados Duques, sediados nas urbes capitais com autoridade sobre os Condes que constituíam um último elo da cadeia do poder. A guerra e o poder eram a forma de vida dos nobres visigodos.
No entanto, durante o século XIV, todo o sistema medieval foi sendo posto em causa. A nobreza tinha perdido em grande parte, a sua importância como classe militar e não estava preparada para exercer cargos na burocracia do Estado, contudo a coroa portuguesa não podia passar sem ela: era um elemento da dignidade do Estado. Assim foram estabelecidas as contias, remunerações reais concedidas aos nobres para a sua sobrevivência em tempos de paz. A oposição a esta contia da parte dos burgueses, manifestou-se quase de imediato, pois consideravam que este montante, que era elevado para os padrões da época, era proveniente do que eles, burgueses, pagavam à coroa e não estavam dispostos a sustentar quem nada fazia.
As dificuldades por que os nobres passavam, tornavam-nos ainda mais abusadores e eram constantes as violências e reclamações da parte dos expoliados. A última solução a que o nobre podia recorrer era trabalhar, mas isso implicava renunciar à dignidade da nobreza. Havia dois casos distintos: o nobre a trabalhar por conta alheia ou por conta própria como artesão e nestes casos perdia o título de nobre ou o de trabalhar na sua própria terra e aí conservaria o seu título de nobreza.
Enquanto os nobres empobreciam, uma nova classe de ricos-homens ia surgindo: eram os mercadores da cidade e os grandes lavradores das regiões rurais. Os burgueses da urbe estavam em conflito com o povo da urbe e os burgueses do campo estavam em conflito com o povo do campo. Fernão Lopes deixou-nos um texto célebre que resume as transformações sociais que foram acontecendo, principalmente na segunda metade deste século XIV: segundo os autores da época, a história do mundo dividia-se em seis idades e a sexta seria a última. Para Fernão Lopes a revolução portuguesa de 1383-85 começara «a sétima idade na qual se levantou outro mundo novo e outra geração de gentes (...)» ❐ (continua)
Livro III – Século XV - Lagos Henriquina e pós-Henriquina (I)
Prefácio
Durante este ano, 2010, festejam-se em Lagos e acredito que no resto do país, os 550 anos passados sobre o falecimento do Príncipe Infante D. Henrique.
Este trabalho da colecção LAGOS – Património e Vida tem por objectivo passar a escrito o que foi a vida e a obra do Infante D. Henrique que está toda ela muito relacionada com a cidade de LAGOS.
CAP I - Como surgiu a nobreza?
A nobreza surge na História de Portugal quando os visigodos passam a governar, após a derrocada do império romano na Península Ibérica nos séculos VI, VII.
O senhor da vila, na época romana, era um homem rico que vivia na urbe e se fazia representar na vila por um feitor que levava uma vida melhor do que os homens que trabalhavam para ele, mas que tinha com eles muitas semelhanças: era da mesma raça, falava a mesma língua, tinha os mesmos gostos e os mesmos hábitos. Após as invasões bárbaras, as terras foram divididas pelos vencedores com as gentes que nelas habitavam. Agora o proprietário era visigodo, portanto estrangeiro, desempenhava uma função superior às dos naturais porque era o vencedor contra os inimigos de ambos os povos. Só ele passou a ter deveres militares e só ele podia usar armas. O visigodo não recebia educação literária, só das armas, por tradição e assim a classe eclesiástica passa a ser a detentora do saber e da erudição, conservando a cultura dos antigos.
Leovigildo, rei visigodo, estabeleceu uma nova rede de poderes com os visigodos, a nobreza, reabilitando as antigas províncias romanas à frente das quais foram colocados Duques, sediados nas urbes capitais com autoridade sobre os Condes que constituíam um último elo da cadeia do poder. A guerra e o poder eram a forma de vida dos nobres visigodos.
No entanto, durante o século XIV, todo o sistema medieval foi sendo posto em causa. A nobreza tinha perdido em grande parte, a sua importância como classe militar e não estava preparada para exercer cargos na burocracia do Estado, contudo a coroa portuguesa não podia passar sem ela: era um elemento da dignidade do Estado. Assim foram estabelecidas as contias, remunerações reais concedidas aos nobres para a sua sobrevivência em tempos de paz. A oposição a esta contia da parte dos burgueses, manifestou-se quase de imediato, pois consideravam que este montante, que era elevado para os padrões da época, era proveniente do que eles, burgueses, pagavam à coroa e não estavam dispostos a sustentar quem nada fazia.
As dificuldades por que os nobres passavam, tornavam-nos ainda mais abusadores e eram constantes as violências e reclamações da parte dos expoliados. A última solução a que o nobre podia recorrer era trabalhar, mas isso implicava renunciar à dignidade da nobreza. Havia dois casos distintos: o nobre a trabalhar por conta alheia ou por conta própria como artesão e nestes casos perdia o título de nobre ou o de trabalhar na sua própria terra e aí conservaria o seu título de nobreza.
Enquanto os nobres empobreciam, uma nova classe de ricos-homens ia surgindo: eram os mercadores da cidade e os grandes lavradores das regiões rurais. Os burgueses da urbe estavam em conflito com o povo da urbe e os burgueses do campo estavam em conflito com o povo do campo. Fernão Lopes deixou-nos um texto célebre que resume as transformações sociais que foram acontecendo, principalmente na segunda metade deste século XIV: segundo os autores da época, a história do mundo dividia-se em seis idades e a sexta seria a última. Para Fernão Lopes a revolução portuguesa de 1383-85 começara «a sétima idade na qual se levantou outro mundo novo e outra geração de gentes (...)» ❐ (continua)
domingo, 12 de setembro de 2010
Ponta da Piedade
11 de Setembro de 2010
Gostaria que a Ponta da Piedade não fosse ponto de embarque/desembarque de turistas para os passeios às grutas.
Passei por lá este ano e fiquei bastante triste com o que presenciei: «a sala» tem a água suja da gasolina dos barcos que lá param; há mau cheiro no ar; e tem sempre barcos esperando ...
Já não podemos nadar naquelas águas como outrora fazíamos – eram águas límpidas, ar puro, apenas se ouvia o som das águas a bater nas rochas, algum pássaro que por ali pairava ... nadávamos, sentávamo-nos nos degraus ou nas rochas e ... aquela quietude era maravilhosa e ali ficávamos em silêncio, escutando, apreciando, ... Chamávamos àquele espaço a melhor de todas as piscinas – era a Sala de Visitas da nossa Costa d'Oiro.
Quem ganha com estes passeios; estragou e como! Conduzem-nos lá e dizem-nos "Aqui é a sala." Não se pode lá entrar porque quatro, cinco, seis barcos lá estão ocupando todo o pequeno espaço, esperando turistas? sujando a água que não é mais límpida e o ar. Agora é apenas a sala deles, mas muito mal tratada!
Há tantos pontos normais para receber turistas ao longo do rio de Lagos que não vejo necessidade deste ponto e o prejuízo é muito superior ao lucro. Como cidadã natural desta cidade que amo, peço que seja proibido aquele ponto de embarque/desembarque de turistas para os passeios às grutas.❐
Gostaria que a Ponta da Piedade não fosse ponto de embarque/desembarque de turistas para os passeios às grutas.
Passei por lá este ano e fiquei bastante triste com o que presenciei: «a sala» tem a água suja da gasolina dos barcos que lá param; há mau cheiro no ar; e tem sempre barcos esperando ...
Já não podemos nadar naquelas águas como outrora fazíamos – eram águas límpidas, ar puro, apenas se ouvia o som das águas a bater nas rochas, algum pássaro que por ali pairava ... nadávamos, sentávamo-nos nos degraus ou nas rochas e ... aquela quietude era maravilhosa e ali ficávamos em silêncio, escutando, apreciando, ... Chamávamos àquele espaço a melhor de todas as piscinas – era a Sala de Visitas da nossa Costa d'Oiro.
Quem ganha com estes passeios; estragou e como! Conduzem-nos lá e dizem-nos "Aqui é a sala." Não se pode lá entrar porque quatro, cinco, seis barcos lá estão ocupando todo o pequeno espaço, esperando turistas? sujando a água que não é mais límpida e o ar. Agora é apenas a sala deles, mas muito mal tratada!
Há tantos pontos normais para receber turistas ao longo do rio de Lagos que não vejo necessidade deste ponto e o prejuízo é muito superior ao lucro. Como cidadã natural desta cidade que amo, peço que seja proibido aquele ponto de embarque/desembarque de turistas para os passeios às grutas.❐
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