19 de Agosto de 2010
Venho propor para as Comemorações dos 550 anos sobre a morte do Infante D. Henrique no dia 13 de Novembro deste ano o seguinte:
a) A Praça Infante D. Henrique;
b) A Rota do Infante D. Henrique.
Sobre a Praça do Infante D. Henrique, gostaria que se mantivesse onde está, com esta designação e com os testemunhos da sua história ao longo dos tempos, isto é, o que foi feito em 1960 na altura das comemorações dos 500 anos deve ser reposto e isso sabemos bem que é possível desde que haja vontade para isso. A atual estátua do Infante D. Henrique deve manter-se onde está, ela está, pouco mais ou menos, no limite do chão com o rio de Lagos/oceano Atlântico na vila henriquina de Lagos. Por isso faz todo o sentido a calçada portuguesa com desenhos de ondas do mar que havia para além de ser um trabalho tipicamente português; tudo se coadunava.
Para além disso, gostaria que no rectângulo em frente da igreja de Santa Maria fosse colocado no centro um coreto modelo século XIX que nos recordasse o coreto e a época em que foi lá colocado. Gostaria que também fosse colocado neste rectângulo um pelourinho modelo séculos XVI-XVII a recordar o que lá existiu e aquela época. Esta praça primeiro chamou-se Praça dos Touros e após a designação passou a ser Praça do Pelourinho (PAULA, 1992, p.174). Gostaria que fosse colocado no canto igreja de Santa Maria/Armazém Regimental.
Assim que fosse possível, gostaria que fossem reconstruídos o Castelo que foi construído ainda primeiro do que a primitiva muralha de Lacóbriga no século IV antes da nossa era, muito antes dos mouros ocuparem esta terra e o Palácio dos Governadores, sendo o hospital retirado do lugar onde está para outro lugar mais adequado. No Jardim da Constituição gostaria que, de alguma maneira, a mais adequada, fosse compreensível para todos nós como se processava o desembarque/embarque de passageiros e mercadorias pelo Cais Velho, Porta do Cais, Alfândega porque é muito importante para todos nós, mas principalmente para os estudantes.
Dentro da mesma linha de pensamento, gostaria que a atual Praça Gil Eanes recordasse a antiga Praça Ribeira das Naus com a Fonte das Oito Bicas, a Porta de S. Roque e a Gárgula de Aguada das embarcações. Com vontade, podemos tornar a nossa cidade numa das Cidades Europeias ligadas ao Comércio das Especiarias como há as Cidades Europeias Medievais. São elas: Génova, Veneza, Sevilha, Lagos, Lisboa, Antuérpia, Amsterdão.
Relativamente a uma nova estátua para estas comemorações, acho mais adequado colocá-la na zona nova da cidade numa avenida/ praceta, largo (...) do Infante D. Henrique que não vai em nada prejudicar a Praça Infante D. Henrique que existe. Não esquecer a importância do caminho de Lagos a Sagres e a povoação Raposeira que também merece estátua.
Também gostaria que se criasse a Rota do Infante D. Henrique e os Descobrimentos. Esta rota começa no Porto onde ele nasceu e saiu a primeira expedição para Ceuta; passa para Lisboa onde viveu a sua infância/adolescência (...); depois passa para a Inglaterra onde passava férias com os seus familiares; depois passa para Lagos – Sagres – Raposeira; depois passa para Ceuta; depois passa para o descobrimento das ilhas do Atlântico; depois passa para a costa ocidental africana, a costa oriental africana e a seguir o caminho marítimo para a Índia e a própria Índia.
Este foi o grandioso projecto do Infante D. Henrique que se concretizou para além da sua vida terrena, mas a pessoa celeste Infante D. Henrique é imortal e a concretização de tudo o que ele projectou também.
Assim também se podem comemorar os 550 anos sobre a morte do Infante D. Henrique.❐
BIBLIOGRAFIA
PAULA, Rui M.; Lagos – evolução urbana e património; edição de Câmara Municipal de Lagos; Lagos, Outubro de 1992.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Brazão Quinhentista de Lagos
12 de Agosto de 2010
Sobre O Brazão Quinhentista da Vila de Lagos
"A cidade de Lagos tem Brazão de Armas dado por el-rei D. Manuel I em 1504, quando Lagos era vila. Este Brazão consiste em dois castelos pegados um ao outro, divididos por baixo com um arco em porta. Sobre esta porta está outro castelo como servindo de remate aos dois primeiros. Por baixo dos castelos vêem-se ondas e mar levantado e de cada lado uma lança levantada (MARTINS; 1990). Puseram este Brazão no frontespício da igreja/ermida de Nossa Senhora da Graça, junto da Porta da Vila, devendo concluir-se por ser este edifício público o mais antigo daquele tempo e talvez seja o Brazão a que se refere o Tomo VI da igreja de Santa Maria Tít. 21 que diz ser um escudo coroado. Contudo não há vestígios deste Brazão e dos dois castelos.
Sendo Lagos, Vila Notável feita por D. João I em 1402 parece que este lhe devia dar Brazão de Armas." (MARTINS; 1992; p. 106) ❐
comentário
O Brazão de Armas concedido por el-rei D. Manuel I em 1504, juntamente com o Foral à Vila de Lagos, acredito que representa o seguinte:
dois castelos – a dualidade desta vila entre a vila murada, nobre e com funções defensivas com a igreja de Nossa Senhora da Graça junto à Porta da Vila e o núcleo extramuros, de produção; na altura já com a igreja e paróquia de S. Sebastião.
Outro castelo servindo de remate aos dois primeiros – a única paróquia da vila na fase henriquina, a igreja de Santa Maria da Graça na rua Nossa Senhora da Graça, com a qual o Infante D. Henrique pretendeu unificar a vila a acabar com as inimizades entre os dois núcleos.
Sobre arco em forma de porta – simboliza a igreja de Santa Maria da Graça/a vila de Lagos com porta virada para o mar. Não dois blocos, frente a frente, inimigos; mas agora toda a vila de Lagos virada para o mar, dele recebendo e dele enviando; enfim, vivendo com ele.
De cada lado uma lança levantada – simboliza a defesa de toda a vila que vai ser murada por D. Manuel I mais tarde, em 1520.
Os decisores de Lagos pegaram neste Brazão de Armas e colocaram-no no frontespício da igreja/ermida de Nossa Senhora da Graça, nesta altura sem culto porque eles queriam a situação de dualidade e não gostaram do significado do Brazão, pois para eles aquela igreja era a verdadeira igreja da vila, apesar de abandonada.
Acredito que D. João I deu o título de Vila Notável a Lagos, mas não lhe deu Brazão porque o seu reinado foi pleno de muitas peocupações e ocupações e o início de uma nova dinastia. D. João I não se lembraria de Brazão para nenhuma vila. Acho que não achava isso tão importante. Agora o título de Vila Notável com assento no Terceiro Banco das Cortes de Évora; isso sim era importante para Lagos, mas também para D. João I ter partidários fiéis nas Cortes a defender as suas posições.
Esta é a minha tese.❐
BIBLIOGRAFIA
MARTINS José António de Jesus; A Freguesia de Santa Maria (do Concelho de Lagos) – Estudo Histórico (Monográfico); 1.a edição; Lagos; edição da Junta de Freguesia de Santa Maria de Lagos; Setembro de 1992; pp. 168.
Sobre O Brazão Quinhentista da Vila de Lagos
"A cidade de Lagos tem Brazão de Armas dado por el-rei D. Manuel I em 1504, quando Lagos era vila. Este Brazão consiste em dois castelos pegados um ao outro, divididos por baixo com um arco em porta. Sobre esta porta está outro castelo como servindo de remate aos dois primeiros. Por baixo dos castelos vêem-se ondas e mar levantado e de cada lado uma lança levantada (MARTINS; 1990). Puseram este Brazão no frontespício da igreja/ermida de Nossa Senhora da Graça, junto da Porta da Vila, devendo concluir-se por ser este edifício público o mais antigo daquele tempo e talvez seja o Brazão a que se refere o Tomo VI da igreja de Santa Maria Tít. 21 que diz ser um escudo coroado. Contudo não há vestígios deste Brazão e dos dois castelos.
Sendo Lagos, Vila Notável feita por D. João I em 1402 parece que este lhe devia dar Brazão de Armas." (MARTINS; 1992; p. 106) ❐
comentário
O Brazão de Armas concedido por el-rei D. Manuel I em 1504, juntamente com o Foral à Vila de Lagos, acredito que representa o seguinte:
dois castelos – a dualidade desta vila entre a vila murada, nobre e com funções defensivas com a igreja de Nossa Senhora da Graça junto à Porta da Vila e o núcleo extramuros, de produção; na altura já com a igreja e paróquia de S. Sebastião.
Outro castelo servindo de remate aos dois primeiros – a única paróquia da vila na fase henriquina, a igreja de Santa Maria da Graça na rua Nossa Senhora da Graça, com a qual o Infante D. Henrique pretendeu unificar a vila a acabar com as inimizades entre os dois núcleos.
Sobre arco em forma de porta – simboliza a igreja de Santa Maria da Graça/a vila de Lagos com porta virada para o mar. Não dois blocos, frente a frente, inimigos; mas agora toda a vila de Lagos virada para o mar, dele recebendo e dele enviando; enfim, vivendo com ele.
De cada lado uma lança levantada – simboliza a defesa de toda a vila que vai ser murada por D. Manuel I mais tarde, em 1520.
Os decisores de Lagos pegaram neste Brazão de Armas e colocaram-no no frontespício da igreja/ermida de Nossa Senhora da Graça, nesta altura sem culto porque eles queriam a situação de dualidade e não gostaram do significado do Brazão, pois para eles aquela igreja era a verdadeira igreja da vila, apesar de abandonada.
Acredito que D. João I deu o título de Vila Notável a Lagos, mas não lhe deu Brazão porque o seu reinado foi pleno de muitas peocupações e ocupações e o início de uma nova dinastia. D. João I não se lembraria de Brazão para nenhuma vila. Acho que não achava isso tão importante. Agora o título de Vila Notável com assento no Terceiro Banco das Cortes de Évora; isso sim era importante para Lagos, mas também para D. João I ter partidários fiéis nas Cortes a defender as suas posições.
Esta é a minha tese.❐
BIBLIOGRAFIA
MARTINS José António de Jesus; A Freguesia de Santa Maria (do Concelho de Lagos) – Estudo Histórico (Monográfico); 1.a edição; Lagos; edição da Junta de Freguesia de Santa Maria de Lagos; Setembro de 1992; pp. 168.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
LAGOS - Vila Notável em 1402
09 de Agosto de 2010
Sobre Lagos – Vila Notável
A 08 de Fevereiro de 1402, o rei D. João I concede o título de Notável à Vila de Lagos. Porquê?
Primeiro, este facto estava em documento dos arquivos da Câmara Municipal de Lagos, segundo afirmam os Priores da paróquia de Santa Maria de Lagos de finais do século XIX e outro de princípios do século XX. Contudo, este documento foi destruído num dos incêndios que flagelaram esta Câmara e já não há mais prova escrita, mas acredito que ambos eram pessoas idóneas e podemos confiar na sua palavra.
Segundo, acho muito viável que D. João I tenha dado título de Notável à Vila de Lagos porque acredito que tanto o alcaide como a população terão tomado o partido de D. João (I) desde o primeiro momento pelos mesmos motivos de muitas outras vilas e possivelmente destacou-se nas suas posições. Assim que as coisas acalmaram no reino, D. João I premiou-a com esse título e não a esqueceu.
Esta é a minha tese.❐
BIBLIOGRAFIA
MARTINS José António de Jesus; A Freguesia de Santa Maria (do Concelho de Lagos) – Estudo Histórico (Monográfico); 1.a edição; Lagos; edição da Junta de Freguesia de Santa Maria de Lagos; Setembro de 1992; pp.97-98, 102.
Sobre Lagos – Vila Notável
A 08 de Fevereiro de 1402, o rei D. João I concede o título de Notável à Vila de Lagos. Porquê?
Primeiro, este facto estava em documento dos arquivos da Câmara Municipal de Lagos, segundo afirmam os Priores da paróquia de Santa Maria de Lagos de finais do século XIX e outro de princípios do século XX. Contudo, este documento foi destruído num dos incêndios que flagelaram esta Câmara e já não há mais prova escrita, mas acredito que ambos eram pessoas idóneas e podemos confiar na sua palavra.
Segundo, acho muito viável que D. João I tenha dado título de Notável à Vila de Lagos porque acredito que tanto o alcaide como a população terão tomado o partido de D. João (I) desde o primeiro momento pelos mesmos motivos de muitas outras vilas e possivelmente destacou-se nas suas posições. Assim que as coisas acalmaram no reino, D. João I premiou-a com esse título e não a esqueceu.
Esta é a minha tese.❐
BIBLIOGRAFIA
MARTINS José António de Jesus; A Freguesia de Santa Maria (do Concelho de Lagos) – Estudo Histórico (Monográfico); 1.a edição; Lagos; edição da Junta de Freguesia de Santa Maria de Lagos; Setembro de 1992; pp.97-98, 102.
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