sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Comemorações Henriquinas 2010

19 de Agosto de 2010
Venho propor para as Comemorações dos 550 anos sobre a morte do Infante D. Henrique no dia 13 de Novembro deste ano o seguinte:
a) A Praça Infante D. Henrique;
b) A Rota do Infante D. Henrique.
Sobre a Praça do Infante D. Henrique, gostaria que se mantivesse onde está, com esta designação e com os testemunhos da sua história ao longo dos tempos, isto é, o que foi feito em 1960 na altura das comemorações dos 500 anos deve ser reposto e isso sabemos bem que é possível desde que haja vontade para isso. A atual estátua do Infante D. Henrique deve manter-se onde está, ela está, pouco mais ou menos, no limite do chão com o rio de Lagos/oceano Atlântico na vila henriquina de Lagos. Por isso faz todo o sentido a calçada portuguesa com desenhos de ondas do mar que havia para além de ser um trabalho tipicamente português; tudo se coadunava.
Para além disso, gostaria que no rectângulo em frente da igreja de Santa Maria fosse colocado no centro um coreto modelo século XIX que nos recordasse o coreto e a época em que foi lá colocado. Gostaria que também fosse colocado neste rectângulo um pelourinho modelo séculos XVI-XVII a recordar o que lá existiu e aquela época. Esta praça primeiro chamou-se Praça dos Touros e após a designação passou a ser Praça do Pelourinho (PAULA, 1992, p.174). Gostaria que fosse colocado no canto igreja de Santa Maria/Armazém Regimental.
Assim que fosse possível, gostaria que fossem reconstruídos o Castelo que foi construído ainda primeiro do que a primitiva muralha de Lacóbriga no século IV antes da nossa era, muito antes dos mouros ocuparem esta terra e o Palácio dos Governadores, sendo o hospital retirado do lugar onde está para outro lugar mais adequado. No Jardim da Constituição gostaria que, de alguma maneira, a mais adequada, fosse compreensível para todos nós como se processava o desembarque/embarque de passageiros e mercadorias pelo Cais Velho, Porta do Cais, Alfândega porque é muito importante para todos nós, mas principalmente para os estudantes.
Dentro da mesma linha de pensamento, gostaria que a atual Praça Gil Eanes recordasse a antiga Praça Ribeira das Naus com a Fonte das Oito Bicas, a Porta de S. Roque e a Gárgula de Aguada das embarcações. Com vontade, podemos tornar a nossa cidade numa das Cidades Europeias ligadas ao Comércio das Especiarias como há as Cidades Europeias Medievais. São elas: Génova, Veneza, Sevilha, Lagos, Lisboa, Antuérpia, Amsterdão.
Relativamente a uma nova estátua para estas comemorações, acho mais adequado colocá-la na zona nova da cidade numa avenida/ praceta, largo (...) do Infante D. Henrique que não vai em nada prejudicar a Praça Infante D. Henrique que existe. Não esquecer a importância do caminho de Lagos a Sagres e a povoação Raposeira que também merece estátua.
Também gostaria que se criasse a Rota do Infante D. Henrique e os Descobrimentos. Esta rota começa no Porto onde ele nasceu e saiu a primeira expedição para Ceuta; passa para Lisboa onde viveu a sua infância/adolescência (...); depois passa para a Inglaterra onde passava férias com os seus familiares; depois passa para Lagos – Sagres – Raposeira; depois passa para Ceuta; depois passa para o descobrimento das ilhas do Atlântico; depois passa para a costa ocidental africana, a costa oriental africana e a seguir o caminho marítimo para a Índia e a própria Índia.
Este foi o grandioso projecto do Infante D. Henrique que se concretizou para além da sua vida terrena, mas a pessoa celeste Infante D. Henrique é imortal e a concretização de tudo o que ele projectou também.
Assim também se podem comemorar os 550 anos sobre a morte do Infante D. Henrique.❐
BIBLIOGRAFIA
PAULA, Rui M.; Lagos – evolução urbana e património; edição de Câmara Municipal de Lagos; Lagos, Outubro de 1992.

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