24 de Julho de 2010
sobre A Data de 1378 na igreja de Santa Maria da Graça
Sabemos que a igreja de Nossa Senhora da Graça existiu junto à Porta da Vila nas primitivas muralhas da Lacóbriga/Lagos e que terá existido desde os primórdios deste povoamento, certamente com designações diferentes.
Na era cristã, já igreja de Nossa Senhora da Graça refundada por milaneses pescadores, ela foi a única paróquia desta localidade até Agosto de 1415 quando a igreja de Santa Maria da Graça situada na rua Nossa Senhora da Graça foi inaugurada e recebeu todo o acervo do Cartório Paroquial da igreja de Nossa Senhora da Graça, junto da Porta da Vila, passando a ser a nova e única paróquia de Lagos.
Quando foi que a igreja de Nossa Senhora da Graça, junto da Porta da Vila, se tornou igreja matriz?
Acontece que igreja é todo o corpo de fiéis e o edifício a que chamamos igreja para simplificar, é a Casa da Igreja; neste caso Igreja – Corpo Místico de Jesus Cristo. Então esta igreja tornou-se matriz quando amadrinhou outra igreja; neste caso, a igreja de Nossa Senhora da Graça amadrinhou duas igrejas ao mesmo tempo e ela finou-se, prolongando a sua vida nas duas novas igrejas a que se deu:
a igreja de Nossa Senhora da Graça na Fortaleza de Sagres que, por sua vez já é matriz porque fundou uma nova igreja – a igreja paroquial Nossa Senhora da Graça na vila de Sagres;
a igreja de Santa Maria da Graça, paroquial por herança da igreja matriz, aquela situada na rua de Nossa Senhora da Graça que por sua vez passou a ser matriz da igreja de Santa Maria quando deu novo carácter à igreja da Misericórdia, passando para lá o seu acervo do Cartório Paroquial, tornando-a assim paróquia e dando-lhe um novo nome – igreja de Santa Maria.
Uma igreja matriz, para além de fundar uma nova igreja, tem de passar à nova igreja que funda algo importante, fundamental, de seu. Assim eu acredito que, para além de todo o acervo do Cartório Paroquial e além de outros bens, a igreja de Santa Maria da Graça recebeu esses “letreiros que apareceram nalgumas pedras da nave do meio da igreja de Santa Maria da Graça com a data 1378, governando D. Fernando e sendo Bispo de Silves, D. Martinho.” (PAULA, 1992, p.356). Acredito que 1378 – deve ser a data de qualquer evento muito importante que aconteceu na igreja de Nossa Senhora da Graça, junto da Porta da Vila.
Esta é a minha tese.❐
BIBLIOGRAFIA
MARTINS José António de Jesus; A Freguesia de Santa Maria (do Concelho de Lagos) – Estudo Histórico (Monográfico); 1.a edição; Lagos; edição da Junta de Freguesia de Santa Maria de Lagos; Setembro de 1992; pp.24-27.
PAULA, Rui M.; Lagos – evolução urbana e património; edição de Câmara Municipal de Lagos; Lagos, Outubro de 1992.
domingo, 25 de julho de 2010
segunda-feira, 5 de julho de 2010
A Kidzania
11 de Janeiro de 2010
Sobre A Kidzania
Tomei conhecimento de que já há em Portugal um parque temático onde as crianças exercem profissões a brincar e assim ganham uma ideia muito mais concreta sobre qual/quais as profissões para que estão mais vocacionados à medida que vão crescendo. Quando chegar a altura da escolha da profissão, esta decisão já será tomada com mais consciência e com mais conhecimento de causa.
Trata-se de um parque temático para toda a família e tem mais de 60 profissões. Situa-se no IC16 entre a CRIL e a CREL. Para quem quiser, é possível pesquisá-lo na net http://www.kidzania.pt/
Sobre A Kidzania
Tomei conhecimento de que já há em Portugal um parque temático onde as crianças exercem profissões a brincar e assim ganham uma ideia muito mais concreta sobre qual/quais as profissões para que estão mais vocacionados à medida que vão crescendo. Quando chegar a altura da escolha da profissão, esta decisão já será tomada com mais consciência e com mais conhecimento de causa.
Trata-se de um parque temático para toda a família e tem mais de 60 profissões. Situa-se no IC16 entre a CRIL e a CREL. Para quem quiser, é possível pesquisá-lo na net http://www.kidzania.pt/
sábado, 26 de junho de 2010
Comemorações Henriquinas
Lagos, 23 de Junho de 2010
Passo regularmente pela Praça do Infante D. Henrique e deparo com a sua estátua num estado calamitoso de sujidade e fico horrorizada. Este é o ano em que se comemoram os 550 anos sobre a morte do Infante D. Henrique e nunca vi a estátua tão suja. Se não houver a atenção adequada aos lacobrigenses que não gostam de ver a estátua daquele que colocou Lagos na história de Portugal, europeia e universal em tal estado de desprezo e abandono; pelo menos pelos forasteiros que neste ano andam à procura dos locais, monumentos e paisagens que os enriqueçam sobre os Descobrimentos e são muitos os grupos que se dirigem à estátua do Infante.
Houve alguém que teve a infeliz ideia de destruir um espaço de lazer e diversão para crianças que por ali se divertiam a andar de bicicleta, a brincar e jogar uns com os outros e os adultos a se encontrarem, conversarem, filmar e fotografar-se por ali. Colocar lá os bancos foi boa ideia; agora colocar lá aquele tanque foi muito má ideia e de muito mau gosto porque não se interrompe assim um espaço bastante comprido de lazer para usufruto dos que por lá passam e representa um perigo para as crianças e idosos que brincando/conversando caem no tanque e rouba espaço, muito espaço que faz falta a esta cidade. Retirar o mosaico de pedra representando as ondas; um trabalho da calcetaria portuguesa que mais nenhum povo o faz e que tão bem se enquadrava naquele local, foi uma ideia muito infeliz; ainda por cima num ano de comemorações henriquinas.
A saída mais airosa que encontro para tão horrível decisão, é repor tudo exatamente como estava relativamente ao mosaico de ondas da calcetaria portuguesa e quanto mais cedo melhor. Também a estátua do Infante D. Henrique precisa de passar a estar limpa e ser limpa com mais frequência.
Tudo isto é uma vergonha para todos os lacobrigenses e principalmente para os serviços camarários.
Relativamente ao espaço de lazer que foi criado em frente da Messe Militar e da igreja de Santa Maria, gostaria que lá fosse colocado um coreto tradicional (em tempos já lá esteve um) onde pode tocar a Banda Filarmónica, cantar/tocar bandas, grupos ou indivíduos ou aparelhagem de som para animar todos os que se encontrarem na Praça do Infante e arredores. É um ótimo local de convívio para todas as idades que tem sido muito esquecido e está mais do que na altura de o usufruir.
Passo regularmente pela Praça do Infante D. Henrique e deparo com a sua estátua num estado calamitoso de sujidade e fico horrorizada. Este é o ano em que se comemoram os 550 anos sobre a morte do Infante D. Henrique e nunca vi a estátua tão suja. Se não houver a atenção adequada aos lacobrigenses que não gostam de ver a estátua daquele que colocou Lagos na história de Portugal, europeia e universal em tal estado de desprezo e abandono; pelo menos pelos forasteiros que neste ano andam à procura dos locais, monumentos e paisagens que os enriqueçam sobre os Descobrimentos e são muitos os grupos que se dirigem à estátua do Infante.
Houve alguém que teve a infeliz ideia de destruir um espaço de lazer e diversão para crianças que por ali se divertiam a andar de bicicleta, a brincar e jogar uns com os outros e os adultos a se encontrarem, conversarem, filmar e fotografar-se por ali. Colocar lá os bancos foi boa ideia; agora colocar lá aquele tanque foi muito má ideia e de muito mau gosto porque não se interrompe assim um espaço bastante comprido de lazer para usufruto dos que por lá passam e representa um perigo para as crianças e idosos que brincando/conversando caem no tanque e rouba espaço, muito espaço que faz falta a esta cidade. Retirar o mosaico de pedra representando as ondas; um trabalho da calcetaria portuguesa que mais nenhum povo o faz e que tão bem se enquadrava naquele local, foi uma ideia muito infeliz; ainda por cima num ano de comemorações henriquinas.
A saída mais airosa que encontro para tão horrível decisão, é repor tudo exatamente como estava relativamente ao mosaico de ondas da calcetaria portuguesa e quanto mais cedo melhor. Também a estátua do Infante D. Henrique precisa de passar a estar limpa e ser limpa com mais frequência.
Tudo isto é uma vergonha para todos os lacobrigenses e principalmente para os serviços camarários.
Relativamente ao espaço de lazer que foi criado em frente da Messe Militar e da igreja de Santa Maria, gostaria que lá fosse colocado um coreto tradicional (em tempos já lá esteve um) onde pode tocar a Banda Filarmónica, cantar/tocar bandas, grupos ou indivíduos ou aparelhagem de som para animar todos os que se encontrarem na Praça do Infante e arredores. É um ótimo local de convívio para todas as idades que tem sido muito esquecido e está mais do que na altura de o usufruir.
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